Estradar

Estrada por onde passam músicas, contos e crônicas de uma gente brasileira
Arquivo de 27 de outubro de 2007, às 0:00h

Dança partidária

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Brasil - Cazuza (Cazuza/Nilo Roméro/George Israel)

Maison de Figueiredo


Feita por ocasião da discussão no STF sobre a fidelidade partidária


 Venho por esses versos
De um assunto sério tratar
Como um simples cidadão
Que passou a observar
A movimentação partidária
Dos políticos desse lugar

Vejo nessa classe de gente
Um descaramento total
Cada um atrás de um partido
Em ano pré-eleitoral
Parece até “nêgo” perdido
Em folia de carnaval

É um troca-troca danado
Partido prá lá, partido prá cá
Quem não tá satisfeito em “B”
Muda-se para o partido “A”
Tem ainda aquele que foi
Pela primeira vez se filiar

Tudo isso com o olho
No ano que vai ter eleição
Todos querendo no voto
Ser o grande campeão
Com o nome consagrado
Em toda a região

A fidelidade partidária
É conversa prá boi dormir
Troca-se de partido
Como quem vai daqui pr’ali
É todo mundo querendo
Seu espaço garantir

Toda eleição é assim
É candidato de montão
Alguns tentando a primeira vez
Outros buscando a renovação
Do mandato que garante
Especial remuneração

No período da campanha
É um falatório danado
Correria atrás do voto
Daquele eleitorado
Formado por boa gente
Que mais tarde é enganado

Se o fulano se elege
Por um partido de oposição
Logo logo é procurado
Pelos governistas de plantão
E o troca-troca continua
Inclusive com “mensalão”

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