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Estradar

Estrada por onde passam músicas, contos e crônicas de uma gente brasileira

O tempo e o vento – Parte I

Dimas Lins
Estava com vontade de fazer uma retrospectiva do Estradar em 2007. Seria meia retrospectiva, digamos assim, já que o blog nasceu no segundo semestre e, portanto, só havia metade das coisas para contar do ano de sua criação.
A forma que encontrei para materializar esta retrospectiva foi através de um vídeo caseiro, criado por Corações [...]

Natal na favela

Papai Noel de camiseta (Celso Viáfora)
Dimas Lins
O tempo se movimentava no momento preciso em que o sol se interpõe entre a manhã e a tarde. Mesmo assim a festa de natal já havia começado. Por toda a favela, enfeites decoravam as vias públicas e as casas. Algumas crianças corriam de um lado para o outro, enquanto outras [...]

Conversando na mesa de bar

Pintura: Vicent Van Gogh

Conversando no bar – Elis Regina (Milton Nascimento/Fernando Brant)
Dimas Lins
Crônica inverossímil de uma conversa em mesa de bar
Estávamos às voltas com uma celebração, mas àquela altura havia apenas resquícios de uma lembrança remotamente depositada entre os neurônios do hipocampo (segundo Houaiss, aquela estrutura curva existente na parte medial do soalho do corno [...]

O menino e a flor

Se meu jardim der flor – Boca Livre e MPB4 (Zé Renato/Xico Chaves)
Maria Mattoso
Um conto de fadas para adulto

Era uma vez uma flor selvagem, nascida e crescida nas montanhas. Certo dia, um menino da cidade viu a flor e apaixonou-se por ela, a flor por sua vez também apaixonou-se pelo menino. Foi amor à primeira [...]

O país do adeus

Pra não dizer que eu não falei das flores (Geraldo Vandré)
Dimas Lins

Baseado nos manuscritos inacabados do meu romance O País do Adeus.

- Unidade Um para Hospital. Responda…
- Hospital na escuta.
- Dois pacientes a caminho.
- Qual o tempo de chegada, Unidade Um?
- Aproximadamente vinte minutos. Necessito do centro cirúrgico para intervenção imediata.
- Entendido.
- Câmbio, desligo.
Estava naquele [...]

Poeta morto

Você só pensa em grana (Zeca Baleiro)
Dimas Lins
Como poeta, vestia-se de rimas e despia-se das amarras do preconceito. Escrevia pelo desejo incessante de escrever e versejava pela necessidade do espírito. E embora apenas a alegria contida e a melancolia desenfreada criassem uma aura de arrebatamento em suas palavras, amava a tristeza tão-somente como matéria-prima de [...]