Estradar

Estrada por onde passam músicas, contos e crônicas de uma gente brasileira

Espera

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Encerro a semana “Maria Luiza” com uma carinhosa homenagem feita por Ana Cláudia. A habilidosa jornalista e poetisa publicou em seu blog, o Ninho da’Ninha, um poema que me comoveu e, por isso, compartilho aqui com vocês.

À Cláudia, meu obrigado pelo carinho. A todos os leitores, informo que segunda-feira publicarei uma novo conto.

Até lá e um abraço,

Dimas


Ana Cláudia Nogueira

(Para os meus amigos Dimas e Lenira)

Mal vejo a hora de ouvir teu primeiro sinal nesse mundo
A tua resposta à agonia da incompreensão
Dos toques estranhos, do tato,
Da liberdade súbita do corpo
Do arrancar violento do ninho que te protegeu por nove meses
Resposta à luz, aos sons, à vida.
Conto os dias que faltam para que te possa ninar
Te levar no colo, te acalmar as dores,
Admirar teu primeiro sorriso
Reconhecer os sinais de tua fome
Reconhecer o eu que há em ti
E o quanto da pessoa amada tu herdastes.
Vou te olhar até cansar, e nunca cansarei.
Pelo teu rosto, teu porte,
Irei imaginar mil e um futuros
E em todos serás saudável, feliz, apaixonante
Pois é isto que desejo para ti,
Em gratidão por seres filho meu.
Te amarei sempre, sempre,
Com tal intensidade e dedicação
Que jamais terás razão em duvidar deste amor.
Mal vejo a hora de olhar teu corpinho miúdo
Te pegar no colo e anunciar ao mundo:
“Eis a razão de minha vida: meu filho”.

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