Mar adentro
É doce morrer no mar (Dorival Caymmi)
Dimas Lins
Lançar-me-ei ao mar. Arremessarei meu corpo do penhasco mais alto que houver e, ao cortar o vento, descreverei um pequeno arco até colidir com o oceano.
Ao tocar em suas águas, não pedirei clemência nem lutarei por mim. Ao contrário, provocarei a sua impaciência movendo freneticamente braços e pernas deixando que ondas furiosas me empurrem para baixo.
Submerso, meu corpo franzino permitirá ao mar beber-me em pequenos goles. Não resistirei. Deixar-me-ei sorver lentamente e de suas águas beberei também. Gritarei com furor para que, por minha boca, passe todo o sal. Inundarei meus pulmões e asfixiarei a saudade de um amor tragado pelo oceano.
E se de mim o mar for piedoso e tentar me levar de volta à superfície, agarrar-me-ei aos corais até que o fim aconteça.
Só assim meu corpo flutuará sem vida e eu estarei em paz.
3 Comentários
Nós que aqui estamos, por vós esperamos




Olá, Dimas. Cheguei ao seu Estradar enquanto pesquisava imagens de estradas… E adorei o que encontrei. :)Princpalmente porque, em matéria de imagens - escritas ou não -, seu blog é riquíssimo!!!!
Parabéns.
Gostaria de pedir autorização para postar no meu blog “Pincel na Estrada”, publicada aqui em 11 de outubro de 2007. Se for possível, me envie, por favor, os devidos créditos da imagem.
Foi você quem produziu?
Claro que os créditos para o blog já estão certos, bem como um link em minha home.
Prazer em conhecer o seu espaço.
Um abraço,
Val.
Val,
Seja bem-vinda ao Estradar.
As imagens que você encontra neste blog são resultado de um trabalho de pesquisa na net. Sempre que identifico o autor, costumo dar o devido crédito, mas, infelizmente, a maioria não tem identificação.
A imagem à qual você se refere se encontra nesta mesma condição, portanto, não conheço o autor. Por coincidência, já me consultaram algumas vezes por causa dela.
Sinta-se à vontade para utilizar a imagem e te acrescento: se você descobrir o autor, por gentileza, me avise.
Conheci o teu espaço e gostei do que li. Aproveito para dizer que retribuirei a gentileza do link.
Um abraço,
Dimas
O cabra ainda diz que não é poeta. E se fosse???