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Estrada por onde passam músicas, contos e crônicas de uma gente brasileira

Um ano na estrada

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Máquina 2 (Belchior)

Dimas Lins

Queria ser escritor. Mesmo que fosse um de fins de semana, embora preferisse ser daqueles contumazes que extraem o sustento da gastura dos dedos e do teclado. Seria a mistura perfeita entre trabalho e prazer. Afinal, haverá maior satisfação que a possibilidade de tocar com as palavras o coração das pessoas? Quem não se envaideceria ao descobrir que, num ponto deste vasto planeta, foi capaz de comover alguém com algo seu?

Ah, do fundo da minha alma, queria tornar-me autor de boa literatura! Puxaria daqui e dali até encontrar o ritmo perfeito de uma cena ou de um texto. Buscaria o equilíbrio entre forma e conteúdo e, nessa busca, ouviria com um prazer inexplicável as batidas de uma velha máquina de escrever, pois, se acaso fosse escritor, por certo eu também teria uma. Como não?

Se fosse escritor de boa cepa, talvez me sentisse mais satisfeito e menos esgotado ao término de uma crônica. Meus personagens certamente ganhariam vida própria e dobrariam a minha vontade, tornando-se criação de si mesmos. Dizem que é assim que acontece com os grandes escritores.

Mas não sou escritor, tampouco um escritor publicado. Talvez um dia. Não importa. O importante é que o Estradar, de alguma forma, me fez sentir como se fosse um. Puro alumbramento, eu sei!

Também sei que o alumbramento é uma ilusão, um engano do espírito ou da mente. Mas da mesma forma ele pode ser um sopro criador, uma revelação ou inspiração. Um ou outro caminho não depende da estrada, mas de quem a trilha.

Para mim, tanto faz. Mesmo não sendo escritor, espero o dia em que eu descubra que, num ponto deste vasto planeta, alguém se comoveu com algo meu. Nesse exato instante, garanto que não haverá engano do meu espírito e meu alumbramento se dará como uma inspiração.

Ao Estradar - que permite que a minha alma se abra por inteiro - no seu primeiro aniversário.

PS: Ah, achei essa ilustração a minha cara!

7 Comentários para “Um ano na estrada”

  1. Gravatar

    Sinta-se realizado. O que mais sua pena traz para este mundo é emoção, camarada.
    Parabéns, para você e para o Estradar!

  2. Gravatar

    Nem sabia que você falaria em capacidade de emocionar aos demais, quando te enviei a mensagem…

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    Amigos,

    Obrigado, não apenas pela presença constante, mas principalmente pelo incentivo.

    Vamos juntos!

    Dimas

  4. Gravatar

    Parabéns “Dimas”,

    É apenas o primeiro ano de tantos que virão para alimentar nossa mente com um belo banquete cultural que é seu BLOG!

    Abraços !!!!

  5. Gravatar

    Meu velho, só para registrar: eis aqui um que se emociona com o que você escreve. E outra: escritor não tem carteira profissional. Você já é um.

  6. Gravatar

    Marconi,

    Um elogio vindo de você, de cujos textos sou fã incondicional, só pode ser uma honra pra mim.

    Adrezinho, valeu pela companhia durante todo esse primeiro ano.

    Dimas

  7. Gravatar

    Dimas, não seja tão modesto.

    Poderia tecer algum comentário, mas, por uma questão de economia e preguiça, faço minhas as palavras de Marconi Leal - perfeito em seu post.

    Longa vida ao Estradar.

Nós que aqui estamos, por vós esperamos!