Sinal de vida
- on 13 de outubro de 2008, às 18:49h
- Nau minha
Devo uma satisfação aos meus leitores - escassos leitores, é bem verdade. Não é pra menos. Desde o dia 29 de setembro que não alimento o blog. E mesmo assim, os dois últimos textos nem foram meus, mas de amigos. Grandes amigos e cronistas, também é verdade. A demora foi tanta que surgiram boatos por toda internet - sou exagerado, não reparem - que o Estradar havia fechado as portas.
Os motivos foram diversos. O primeiro deles dizia respeito a minha filha. Disseram que ela passou a mandar em mim e não me deixa mais escrever. O segundo é que eu havia entrado em depressão depois que o meu time de coração - o glorioso, salve, salve Santa Cruz! - caiu para a quarta divisão. E o terceiro, e mais cruel, é que finalmente eu teria caído na real e percebido que não sabia escrever.
Conversa fiada! - diria eu mesmo. Para a primeira especulação, digo que, de fato, minha filha tem tomado a minha atenção, mas tudo de uma forma amorosa. Portanto, não aceito a pecha de pai dominado, ainda que admita estar mesmo abasbacado.
Para a segunda, confesso que é mesmo verdade que meu time foi eliminado precocemente da Série C, mas não fomos para a quarta divisão. O caso é ainda mais grave. Atualmente, o Santinha se encontra numa espécie de limbo do futebol, pois não tem sequer sua vaga assegurada para a Série D. Precisa ter uma boa participação no campeonato pernambucano para disputar o nacional. Meu time é mesmo fora de série, como dizem os outros. Mas isso não foi motivo para me derrubar, afinal, temos um projeto ousado para sermos campeões mundiais em 2014, ano de nosso centenário. Torcedor é assim, arrebenta o joelho, mas basta um mertiolate para achar que está tudo bem.
A terceira especulação também não é verdadeira. Sou cabeça dura demais para entregar os pontos facilmente. Como bom brasileiro, não desisto nunca. O resto é intriga da oposição.
E antes que inventem, também não fui abduzido por extraterrestres. A verdadeira verdade é que meu tempo rareou, embora não tenha tornado minhas atividades literárias impeditivas. Sempre aparece uma horinha aqui e outra ali, quando a gente quer mesmo alguma coisa. Mas o fato é que tive que priorizar algumas atividades em detrimento de outras.
Exatamente por isso, larguei temporariamente o violão e o Estradar. O violão foi mais fácil, afinal depois de alguns meses de aula, ainda tenho dificuldades em tocar Cai, cai balão, a primeira música que aprendi. E só não desisti de vez, porque meu professor insiste que eu tenho algum talento. É claro que sei que ele está me enrolando, que quer meu bem e o seu salário todo santo mês, mas sou vaidoso e uma mentira de vez em quando não é tão mal assim.
Com o Estradar foi mais difícil. Às vezes, chegava em casa e tentava escrever alguma coisa, mas acabava não saindo nada. Porém - ainda bem que há um porém - não fiquei deitado no sofá coçando o dedão do pé, como vocês poderiam pensar. Estive trabalhando no novo layout do blog. Fui mexendo aqui e ali e ele está quase pronto. Assim que terminar, apresento as mudanças a todos os leitores.
A partir de hoje, voltarei à ativa. No ritmo que eu puder, mas voltarei. Por enquanto, vim só anunciar que continuo vivo e que Elvis, digo, o blog não morreu.
Então ficamos assim: tudo combinado, nada decidido.



Sê bem vindo, como diria o extinto João Paulo II.
O bom filho à casa retorna, diria o diretor da Febem.
Se for espirrar, saúde, chefinho - diria Bosco, o filósofo tricolor das touradas.
Estava fazendo falta, Dimas. E esse negócio de falta de tempo é mesmo de lascar. No período pós-eleitoral, senti falta de tentar compreender algumas coisas e pessoas (e vice-versa) que aconteceram durante a campanha. Então resolvi ler. Comecei com “Um estranho no ninho”, onde um índio abilolado cisma das botas que a enfermeira (isso se passa num pseudo-extinto sanatório), só de maldade, mexe no relógio e faz o tempo passar apressado quando os pacientes estão se divertindo, e passar ultra-lento quando a vida é tomada por aquelas coisas fúteis e consumistas como trabalho. Logo… está sem tempo? Você anda se divertindo demais, garoto.
Ainda bem que Malu lhe deu uma folga. Já estávamos com saudade.
… “Quem é vivo sempre aparece”
Abraços meu amigo!