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Estrada por onde passam músicas, contos e crônicas de uma gente brasileira

Silêncio

Pintura: Tristeza-04, Hugo Espiritu
tristeza-04

Não me peçam para dizer nada.
Hoje, não.
Por favor, não me peçam.
Amanhã, talvez.
O silêncio é a minha voz.
O silêncio fala por mim.

Dêem-me o direito de sofrer em paz,
Calado, quieto em meu canto.
Amanhã escrevo uma carta.
Direi o que penso, o que sinto e o que me engasga.

Respeitem o meu silêncio.
Ele é o que resta da minha humanidade civilizada.

Amanhã, prometo, digo um palavrão.
Hoje, não.
Hoje, o silêncio é a minha voz.

8 Comentários para “Silêncio”

  1. Gravatar

    Achei esse poema um petardo. Sim. Um petardo contra a própria dor; contra a injustiça do que se conveciona chamar de destino. Sabedor da origem, transportei-me para o lugar de quem o assina. Era o que eu escreveria. E nada há mais a ser dito. Página virada, pois às vezes “passado e futuro não são nada. Apenas o presente é infinito”.

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    E o silêncio dorido
    é calo na alma;
    esforço vão da palavra.
    Desastre e abrigo.

    …..

    É de lascar, camarada! É de lascar!

    E, mais uma vez, um belo poema!!

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    Ao contrário do que comentaste certa vez em Sementeiras, o silêncio aqui diz tudo e as palavras…sim, elas são úteis. Apesar de identificar a origem tricolor, como todo poema, pode caber em outras vivências, quando o pesar é genuíno.
    Muito bom, Dimas.
    E ainda ganhamos as palavras belas de Josias.
    Abraço.
    Magna

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    Josias comentando é um Poeta. E como Poeta, é também “antena da raça humana”.
    Abraços para os dois. Josias e Dimas.

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    Diante de um poema tão belo reservo-me ao direito de silenciar…silenciar é preciso!

    Abs.

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    (…)!!!

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    Velho Dimas,

    Belo poema.

    Assino em baixo…em cima…de lado….

    Vovô Libar

  8. Gravatar

    Esse silêncio soou como um grito…

Nós que aqui estamos, por vós esperamos!