Silêncio
- on 11 de agosto de 2009, às 17:45h
- Versinhos
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Pintura: Tristeza-04, Hugo Espiritu

Não me peçam para dizer nada.
Hoje, não.
Por favor, não me peçam.
Amanhã, talvez.
O silêncio é a minha voz.
O silêncio fala por mim.
Dêem-me o direito de sofrer em paz,
Calado, quieto em meu canto.
Amanhã escrevo uma carta.
Direi o que penso, o que sinto e o que me engasga.
Respeitem o meu silêncio.
Ele é o que resta da minha humanidade civilizada.
Amanhã, prometo, digo um palavrão.
Hoje, não.
Hoje, o silêncio é a minha voz.



Achei esse poema um petardo. Sim. Um petardo contra a própria dor; contra a injustiça do que se conveciona chamar de destino. Sabedor da origem, transportei-me para o lugar de quem o assina. Era o que eu escreveria. E nada há mais a ser dito. Página virada, pois às vezes “passado e futuro não são nada. Apenas o presente é infinito”.
E o silêncio dorido
é calo na alma;
esforço vão da palavra.
Desastre e abrigo.
…..
É de lascar, camarada! É de lascar!
E, mais uma vez, um belo poema!!
Ao contrário do que comentaste certa vez em Sementeiras, o silêncio aqui diz tudo e as palavras…sim, elas são úteis. Apesar de identificar a origem tricolor, como todo poema, pode caber em outras vivências, quando o pesar é genuíno.
Muito bom, Dimas.
E ainda ganhamos as palavras belas de Josias.
Abraço.
Magna
Josias comentando é um Poeta. E como Poeta, é também “antena da raça humana”.
Abraços para os dois. Josias e Dimas.
Diante de um poema tão belo reservo-me ao direito de silenciar…silenciar é preciso!
Abs.
(…)!!!
Velho Dimas,
Belo poema.
Assino em baixo…em cima…de lado….
Vovô Libar
Esse silêncio soou como um grito…