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Entre a realidade e a ficção

Esta semana fiquei sem internet. Aliás, ainda estou. Por isso, tornou-se impraticável colocar novos textos no ar. Neste fim de semana, tentarei solucionar o problema e espero que na segunda-feira tudo volte ao normal.
Enquanto isso, aproveito uma brecha no trabalho, para publicar este texto na área principal do blog. Ele já havia sido disponibilizado na página Sobre Categorias, aquela ali no canto superior direito.
Tomei esta decisão, porque percebi que ainda há confusão entre alguns leitores quanto aos textos que escrevo em primeira pessoa. Muita gente tem a impressão que estas narrativas discorrem sobre experiências pessoais, o que na esmagadora maioria das vezes não é verdade. Tenho apenas a predileção em narrar histórias ou estórias, como queiram, do ponto de vista do personagem principal. Nada mais.
Assim, criei uma forma de possibilitar que os leitores percebam a diferença de um texto ficcional de outro baseado em fatos reais. Espero que a leitura seja útil.
Um grande abraço e até segunda, se minha internet voltar, é claro.
Dimas
Dimas Lins
Tempos atrás, percebi que alguns leitores confundiam minhas construções imaginárias com melancolias reais. Apesar de rabiscar sobre uma variedade de temas, minhas crônicas que tratavam de assuntos como tristeza ou separação chamaram a atenção de alguns dos nossos companheiros de estrada que passaram a não entender onde terminava o escritor e começava a pessoa do autor. Na ocasião, achei por bem explicar que a maioria das crônicas não tinha relação com o meu mundo real, apenas tratava-se de estilo literário ou a falta dele. Aproveito agora para esclarecer tudo isso em caráter permanente.
Classifiquei os textos em categorias - a indicação estará logo abaixo do título da crônica - para facilitar a compreensão do leitor. Ficará fácil para os visitantes do blog saberem se, numa crônica, estou falando de mim ou de situações afastadas do meu mundo pessoal. Quem sabe assim, as confusões se desfazem. Abaixo segue a classificação das crônicas por categoria:
- À flor da pele - Construção imaginária do autor que movimenta a energia que está na base das transformações da pulsão sexual; palavras que mexem com a imaginação e a libido. Juro que não aconteceram comigo.
- Bobagens e meninices - Construção imaginária do autor que pisa com os pés descalços no universo infantil.
- Chegança - Apresentação de novos blogs e sites relacionados ao mundo literário.
- Coisas da internet - Construção imaginária do autor ou baseada em situações reais provocada pela infinita estrada virtual ou por amigos blogueiros.
- Cotidiano - Construção baseada em situações reais em que possam se misturar meias verdades e mentiras sinceras. Crônicas e contos inspiradas em pessoas ou situações da vida real, onde nem tudo que se lê é necessariamente o que aconteceu. Palavras sobre o peso ou a leveza do nosso dia-a-dia.
- Divina comédia humana - Construção imaginária do autor com o propósito - nem sempre bem-sucedido - de divertir pelo tratamento cômico das situações, dos costumes ou dos personagens.
- Memórias - Construção baseada em fatos reais ou num estado de consciência passado que remete às situações acontecidas com o autor, pessoas de seu convívio ou ainda fatos que, mesmo de longe, marcaram sua vida; reminiscências.
- Meus caros amigos - Construção de outros autores. São textos, artigos, crônicas, contos e poemas de amigos, convidados ou colaboradores contumazes.
- Nau minha - Construção baseada em situações reais ou pensamentos pessoais que navegam pela mente tortuosa do autor. Tempo impreciso, mas de significado certeiro.
- Tiquinho de nós - Construção imaginária do autor de tipos esquisitos ou histórias sem pé nem cabeça, mas que no fundo fala um bocadinho de cada um de nós. São crônicas que cuidam mesmo da parte mais profunda e entranhada do ser.
- Tristeza não tem fim - Construção imaginária onde o autor derrama tristezas profundas e alegrias contidas de sua alma melancólica. Dramas e tragédias impessoais que no fundo são palavras para sentir o ser.
Aqui me tens de recesso

Amigos,
Aproveitei o período de festas para fazer um breve recesso. Na verdade, coloquei o Torcedor Coral de férias (meu blog sobre o Santa Cruz Futebol Clube), mas juro que não pensei em fazer o mesmo com o Estradar. Cheguei a publicar uma crônica sobre o natal e a fazer um vídeo durante o período de festas, mas confesso que fiquei sem pique.
Senti a necessidade de parar, botar as pernas para o ar, descansar um tantinho e colocar o fígado para trabalhar um pouco mais. Afinal, todos sabemos como é o período de fim de ano.
Por isso, mesmo involuntariamente, estendi o recesso ao Estradar. Deixei pendente um vídeo e algumas crônicas inacabas pelo caminho.
O recesso durará pouco, pois pretendo retomar os rabiscos na próxima segunda-feira, dia 07 de janeiro. Mesmo assim, me senti na obrigação de informar aos amigos que nos acompanham.
No retorno, novas crônicas e contos e novos e antigos convidados. Por enquanto, ficarei naquela preguiça gostosa apreciando a passagem do tempo e curtindo a barriguinha da minha esposa.
Um grande abraço e até segunda.
Dimas
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