Opções:

Estradar

Estrada por onde passam músicas, contos e crônicas de uma gente brasileira

Pauline - final

Pintura: Miles DAvignon


Geni e o Zepelim (Chico Buarque)
Gadiel Perrusi
IV
Ninguém soube mais de nada. Pauline vendeu o barraco que já estava anunciado, aliás, com uma tabuleta pregada na porta. Com o dinheiro apurado, fez um enterro muito bonito para Floriano. Ela própria vestiu e preparou o defunto porque gostava muito dele, apesar da doença. Por [...]

Pauline - Parte III


Geni e o Zepelim (Chico Buarque)
Gadiel Perrusi
III
Hilda foi a pé pela mesma estrada enlameada de antigamente. Perguntou por Severino, o homem da mandioca, e disseram que estava na beira do riacho. Ele falou que Pauline era gente que não prestava, pinta brava, e morava com o amante num barraco perto dali. Vivia roubando sua mandioca, [...]

Pauline - Parte II


Geni e o Zepelim (Chico Buarque)
Gadiel Perrusi
II
Não era por isso. Não queria matar Pinheiro nem dar novo desgosto à mãe. Preferiu sumir de vez e fora morar no Pina com Neide, prima de uma amiga da escola. Tampouco sabia que o Pina, pouco a pouco, se tornava a zona mais freqüentada do Recife. Ficara sem [...]

Pauline - Parte I


Geni e o Zepelim (Chico Buarque)
Dimas Lins

A internet diminui distâncias e aproxima pessoas. Acrescento ao chavão a oração “e cria oportunidades”. No meu caso, me deu oportunidade de ler muita coisa interessante. Foi através dela, por exemplo, que conheci o Blog dos Perrusi e tive acesso aos textos de Gadiel ou, simplesmente, Perrusi Pai. Foi lá que [...]

O menino e a flor


Se meu jardim der flor - Boca Livre e MPB4 (Zé Renato/Xico Chaves)

Maria Mattoso
Um conto de fadas para adulto

Era uma vez uma flor selvagem, nascida e crescida nas montanhas. Certo dia, um menino da cidade viu a flor e apaixonou-se por ela, a flor por sua vez também apaixonou-se pelo menino. Foi amor à primeira [...]

Lamento de quatro povos

Pintura: Marília Cruz


Cara de Índio (Djavan)
Maria Mattoso

- I -

Os Karajás

Terra mansa, feminina
Vestida de rios e
De verde adornada.
Na selva, a indiazinha
Colhe baunilha.
Flores selvagens brincam
Na noite dos seus cabelos.
Pintado de negro o guerreiro
Espera a guerra.
Virgens desnudas
Guardam segredos
Da morte e da vida.

Naus cruzam os mares
Trazendo em seu bojo
Homens sem cor.
Surgem na selva
Portando trovões.
Espadas sangrentas
Bailam no ar.

- II -

Os [...]